Os Gigantes da Terra
Os Gigantes de Gênesis 6: Origem, Natureza e Existência Real
O capítulo 6 do livro de Gênesis é um dos mais misteriosos e debatidos de toda a Escritura. Ele introduz a figura dos “gigantes” (nefilins) e descreve uma realidade híbrida entre o divino e o humano, surgida em tempos primordiais, pouco antes do dilúvio. O texto afirma:
“Quando os homens começaram a multiplicar-se sobre a face da terra e lhes nasceram filhas, viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram. (...) Naqueles dias havia gigantes na terra; e também depois, quando os filhos de Deus possuíram as filhas dos homens, e delas lhes nasceram filhos; estes eram os valentes que houve na antiguidade, os homens de fama.” (Gênesis 6:1–4)
A breve menção a esses “filhos de Deus” e “gigantes” (hebraico: nefilim) deu origem a diferentes interpretações ao longo da história — teológicas, rabínicas e patrísticas — sobre a natureza desses seres e sua verdadeira existência.
1. A Interpretação Bíblica e o Contexto Hebraico
No hebraico, nefilim deriva da raiz nafal, que significa “cair”. Assim, pode-se traduzir como “os caídos”. Segundo o contexto do Antigo Testamento, os nefilim eram seres excepcionais em tamanho e força, uma mistura de poder e violência, cuja presença provocou corrupção moral e espiritual no mundo antigo, levando Deus a decretar o dilúvio.
O Livro de Números (13:33) menciona novamente os nefilim quando os espiões israelitas descrevem os descendentes de Enaque:
“Ali vimos os gigantes, filhos de Enaque, descendentes dos nefilins; e éramos aos nossos olhos como gafanhotos, e assim também éramos aos olhos deles.”
Essa menção posterior sugere que, de alguma forma, a linhagem dos gigantes sobreviveu após o dilúvio, o que alimentou debates teológicos sobre uma segunda geração de seres gigantes ou a persistência simbólica de sua herança.
2. O Livro de Enoque e a Tradição Judaica Antiga
O Livro de Enoque, uma obra judaica apócrifa amplamente lida nos séculos anteriores a Cristo, desenvolve de modo extenso o episódio de Gênesis 6. Segundo 1 Enoque 6–16, os “filhos de Deus” eram anjos vigilantes (os Grigori) que desceram à Terra, atraídos pela beleza das mulheres humanas. Esses anjos, liderados por Semjazá e Azazel, tomaram esposas humanas e geraram uma raça híbrida de gigantes, chamada de “Nephilim” ou “Anakim”, com estatura e força sobre-humanas.
O texto diz:
“Eles engravidaram e geraram grandes gigantes, cuja altura era de trezentos côvados. Estes devoravam tudo o que os homens produziam, e, quando os homens já não podiam sustentá-los, os gigantes voltaram-se contra eles e devoraram a humanidade.” (1 Enoque 7:2–5)
A tradição judaica via esses seres como uma corrupção da criação divina, uma mistura proibida entre o celestial e o terreno. Segundo o Targum de Onquelos e o Midrash Rabá, os nefilins simbolizam a rebelião contra a ordem de Deus e o pecado que provocou o dilúvio.
3. Os Pais da Igreja e os Teólogos Antigos
Entre os Pais da Igreja, encontramos interpretações divergentes, mas igualmente fascinantes.
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Justino Mártir (†165), em seu Diálogo com Trifão, aceita a leitura literal do Livro de Enoque e afirma que os anjos caídos realmente se uniram a mulheres humanas, gerando gigantes e disseminando a maldade na Terra.
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Irineu de Lião (†202), em Contra as Heresias (IV, 36), também confirma essa tradição, relacionando os nefilins com os demônios que corromperam a humanidade.
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Tertuliano (†220) defende o Livro de Enoque como inspirado, alegando que foi rejeitado pelos judeus por expor a origem demoníaca de certas práticas pagãs.
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Orígenes (†254), embora alegorize parte do texto, admite a possibilidade de uma “mistura espiritual” entre os anjos rebeldes e os humanos.
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Já Agostinho de Hipona (†430), em A Cidade de Deus (XV, 23), nega a literalidade do casamento entre anjos e mulheres. Para ele, “filhos de Deus” refere-se aos descendentes piedosos de Sete, enquanto “filhas dos homens” seriam da linhagem de Caim. Os “gigantes”, portanto, seriam apenas homens poderosos e corruptos, não seres híbridos.
Apesar dessa diferença, a maior parte dos teólogos antigos pré-agostinianos seguiu a tradição literal: gigantes existiram realmente e eram fruto da união entre anjos caídos e mulheres.
4. O Testemunho dos Historiadores Antigos
O historiador Flávio Josefo (37–100 d.C.), em Antiguidades Judaicas (Livro I, cap. 3), relata:
“Por sua presunção e confiança em sua força, os filhos desses anjos tornaram-se injustos e desprezaram tudo o que era bom. Por causa deles, Deus decretou o dilúvio.”
Josefo confirma a narrativa de Gênesis e a tradição enóquica, descrevendo os nefilins como seres fisicamente gigantescos, cuja existência ainda era lembrada em sua época:
“De fato, há ainda restos de seus corpos que mostram o quanto eram maiores do que os homens comuns.”
Autores gregos e romanos também relataram povos de estatura extraordinária. Heródoto fala de ossos de gigantes encontrados na Líbia; Pausânias menciona túmulos gigantescos na Arcádia; e Plínio, o Velho, em História Natural, cita descobertas de esqueletos enormes em Creta e na Sicília.
Esses relatos, embora muitas vezes misturados a lendas, indicam uma memória universal da existência de seres de proporções sobre-humanas.
5. A Realidade Física dos Gigantes
Diversas tradições antigas — hebraicas, gregas, sumérias e cananeias — mencionam uma era em que “os deuses andavam entre os homens” e geravam descendências mistas. A Bíblia chama esses descendentes de nefilins ou refains (Dt 2:11; Js 12:4). Entre eles estão Ogue, rei de Basã, descrito como o último dos gigantes, cujo leito media “nove côvados de comprimento” (aprox. 4 metros) — um dado literal e físico.
Arqueologicamente, achados de ossadas humanas de grande estatura, em regiões como Basã (Golã), Biblos e Canaã, foram registrados desde o século XIX, embora muitos sejam disputados ou perdidos. Mesmo assim, há forte coerência entre o testemunho bíblico e a tradição histórica.
6. A Interpretação Teológica Moderna
Teólogos contemporâneos como Michael Heiser, em The Unseen Realm (2015), resgatam a leitura antiga. Heiser defende que o termo “filhos de Deus” (bene elohim) em Gênesis 6 refere-se claramente a seres celestiais, como em Jó 1:6, e não a humanos. Ele argumenta que os escritores bíblicos entendiam o episódio como um ato de rebelião angelical, o que explica a menção a “espíritos encarcerados” em 2 Pedro 2:4 e Judas 6, ecos diretos do Livro de Enoque.
Já estudiosos como John Walton e Derek Kidner sugerem que o texto reflete uma memória mitológica de seres reais, posteriormente reinterpretada para afirmar a soberania de Deus sobre os poderes espirituais e humanos.
7. Significado Espiritual e Escatológico
Teologicamente, o surgimento dos gigantes representa a corrupção extrema da criação — uma tentativa do mal de deformar a imagem de Deus no homem. O dilúvio surge, assim, como um ato de purificação cósmica, eliminando a linhagem corrompida dos nefilins.
O Novo Testamento ecoa esse episódio:
“Os anjos que não guardaram o seu estado original, mas abandonaram a sua própria morada, ele reservou em prisões eternas até o juízo.” (Judas 6)
Pedro também afirma que esses anjos estão presos “no Tártaro” (2 Pe 2:4), indicando uma continuidade entre o relato de Gênesis, o Livro de Enoque e a teologia apostólica.
Conclusão
A tradição bíblica e extrabíblica converge para a ideia de que os gigantes realmente existiram — seres de natureza híbrida, resultado da transgressão dos anjos caídos. Sua aparição marca o auge da depravação humana e espiritual antes do dilúvio.
Para os Pais da Igreja e para a tradição judaica, eles não são apenas figuras mitológicas, mas testemunhos do conflito entre o divino e o profano. A presença dos nefilins é, portanto, um símbolo histórico e teológico da rebelião contra Deus e da tentativa de corromper a humanidade.
Assim, Gênesis 6 não é apenas uma curiosidade antiga, mas um marco espiritual que nos recorda que toda vez que o homem ultrapassa os limites da criação divina, algo monstruoso — física ou espiritualmente — surge no mundo.
Bibliografia essencial
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A Bíblia Sagrada, Gênesis 6; Números 13; Deuteronômio 2; 2 Pedro 2; Judas 6.
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Livro de Enoque, capítulos 6–16.
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Flávio Josefo, Antiguidades Judaicas, Livro I.
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Justino Mártir, Diálogo com Trifão.
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Irineu de Lião, Contra as Heresias.
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Tertuliano, De Cultu Feminarum.
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Agostinho de Hipona, A Cidade de Deus, Livro XV.
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Michael Heiser, The Unseen Realm (Lexham Press, 2015).
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John Walton, The Lost World of Genesis One (IVP, 2009).
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Derek Kidner, Genesis: An Introduction and Commentary (Tyndale, 1967).
1. Referências Bíblicas Canônicas
Antigo Testamento
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Gênesis 6:1–4 — O surgimento dos “filhos de Deus” e dos “gigantes” (nefilim).
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Números 13:33 — Os espiões israelitas mencionam os descendentes dos nefilim em Canaã.
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Deuteronômio 2:11, 20; 3:11 — Descrição dos anaquins e refains, incluindo Ogue, rei de Basã, como último dos gigantes.
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Salmo 82:1–7 — O “conselho dos deuses” (interpretação teológica posterior sobre os bene elohim).
Novo Testamento
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2 Pedro 2:4–5 — Referência aos “anjos que pecaram” e foram lançados no Tártaro.
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Judas 6–7 — Citação direta da tradição enóquica sobre os anjos caídos.
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Hebreus 11:7 — Noé é mencionado como justo antes do dilúvio (contexto temporal de Gênesis 6).
📖 2. Fontes Judaicas e Apócrifas
Livro de Enoque (1 Enoque)
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1 Enoque 6–7 — Descida dos 200 “anjos vigilantes” liderados por Semjazá e Azazel, que tomam esposas humanas.
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1 Enoque 7:2–5 — Os filhos desses anjos são os gigantes (nefilins) de estatura colosal e natureza violenta.
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1 Enoque 10:1–13 — O julgamento divino sobre os anjos caídos e a destruição dos gigantes pelo dilúvio.
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1 Enoque 15–16 — Os espíritos dos gigantes mortos tornam-se “espíritos malignos sobre a terra”.
📚 Edição usada:
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The Book of Enoch: Translated from the Ethiopic, trad. R.H. Charles, Oxford: Clarendon Press, 1912.
Tradições Judaicas e Midrash
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Midrash Rabá sobre Gênesis 26:7 — Identifica os “filhos de Deus” como seres celestiais que corromperam a carne humana.
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Targum Onquelos e Targum Jonathan — Traduzem nefilim como “os caídos”, interpretando-os como anjos rebeldes.
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Livro dos Jubileus 5:1–2 — Confirma o relato de Enoque sobre os anjos que se misturaram às filhas dos homens.
📚 Referências:
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Midrash Rabbah, trad. H. Freedman e M. Simon, Londres: Soncino Press, 1939.
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The Book of Jubilees, trad. James C. VanderKam, Fortress Press, 1989.
⛪ 3. Pais da Igreja
Justino Mártir (†165)
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Diálogo com Trifão, cap. 79–82: defende que os anjos caídos tomaram esposas humanas e geraram os gigantes.
📚 Obra: Justin Martyr: Dialogue with Trypho, trad. Thomas B. Falls, Washington: Catholic University of America Press, 2003.
Irineu de Lião (†202)
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Contra as Heresias (IV, 36): cita o pecado dos anjos e o nascimento dos gigantes.
📚 Obra: Against Heresies, trad. Alexander Roberts, ANF Vol. 1, Hendrickson Publishers, 1994.
Tertuliano (†220)
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De Cultu Feminarum (I, 2): defende o Livro de Enoque e associa os anjos caídos à corrupção da humanidade.
📚 Obra: The Writings of Tertullian, ANF Vol. 4, Hendrickson Publishers, 1994.
Orígenes (†254)
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De Principiis (Livro IV): interpreta Gênesis 6 de forma alegórica, mas admite uma dimensão espiritual da união dos anjos com mulheres.
📚 Obra: Origen: On First Principles, trad. G.W. Butterworth, Harper & Row, 1966.
Agostinho de Hipona (†430)
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A Cidade de Deus (Livro XV, cap. 23): rejeita a leitura literal e interpreta “filhos de Deus” como descendentes de Sete e “filhas dos homens” como descendentes de Caim.
📚 Obra: The City of God, trad. Henry Bettenson, Penguin Classics, 2003.
🏺 4. Historiadores Antigos
Flávio Josefo (37–100 d.C.)
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Antiguidades Judaicas, Livro I, cap. 3: descreve a união dos anjos com as mulheres e afirma que ainda existiam restos de seus corpos gigantescos.
📚 Obra: Flavius Josephus: Antiquities of the Jews, trad. William Whiston, Peabody: Hendrickson Publishers, 1987.
Autores Gregos e Romanos
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Heródoto, Histórias (Livro IV): menciona restos ósseos gigantescos na Líbia.
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Pausânias, Descrição da Grécia (VIII, 32): fala de túmulos de gigantes na Arcádia.
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Plínio, o Velho, História Natural (VII, 73): relata a descoberta de esqueletos enormes na Sicília e em Creta.
📚 Fontes:
-
The Histories, Herodotus, trad. A.D. Godley, Harvard University Press, 1920.
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Description of Greece, Pausanias, trad. W.H.S. Jones, Loeb Classical Library, 1918.
-
Natural History, Pliny the Elder, trad. H. Rackham, Loeb Classical Library, 1938.
📘 5. Teólogos e Pesquisadores Modernos
Michael S. Heiser (1963–2023)
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The Unseen Realm: Recovering the Supernatural Worldview of the Bible — defende que “filhos de Deus” em Gênesis 6 são seres celestiais e os nefilins são híbridos angelicais-humanos.
📚 Lexham Press, 2015.
John H. Walton
-
The Lost World of Genesis One — propõe leitura contextual da cosmologia de Gênesis, admitindo resquícios de mitos antigos sobre seres divinos e humanos.
📚 InterVarsity Press, 2009.
Derek Kidner
-
Genesis: An Introduction and Commentary — admite que Gênesis 6 reflete uma memória histórica de seres de estatura e poder excepcionais.
📚 Tyndale Old Testament Commentaries, 1967.
Robert Graves & Raphael Patai
-
Hebrew Myths: The Book of Genesis — analisa as tradições judaicas sobre os nefilins e os “filhos de Deus”.
📚 Cassell & Company, 1964.
📚 6. Síntese das Principais Referências Utilizadas no Texto
| Categoria | Autor / Fonte | Obra | Local / Capítulo | Tema Principal |
|---|---|---|---|---|
| Bíblia | Gênesis, Números, Deuteronômio, Judas, 2 Pedro | – | Gênesis 6:1–4 | Surgimento dos gigantes |
| Livro de Enoque | R.H. Charles (trad.) | 1 Enoque 6–16 | Oxford, 1912 | Anjos caídos e nefilins |
| Flávio Josefo | Antiguidades Judaicas | Livro I, cap. 3 | c. 90 d.C. | Gigantes pré-diluvianos |
| Justino Mártir | Diálogo com Trifão | caps. 79–82 | séc. II | Interpretação literal |
| Irineu de Lião | Contra as Heresias | Livro IV | séc. II | Gigantes e demônios |
| Tertuliano | De Cultu Feminarum | I, 2 | séc. III | Defesa do Livro de Enoque |
| Agostinho | A Cidade de Deus | XV, 23 | séc. V | Interpretação simbólica |
| Michael Heiser | The Unseen Realm | cap. 4–7 | 2015 | Interpretação angelológica |
| John Walton | The Lost World of Genesis One | cap. 7 | 2009 | Contexto mítico |
| Derek Kidner | Genesis Commentary | cap. 6 | 1967 | Gigantes como homens poderosos |


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